Papo de Natureba: Açúcar Refinado faz tanto mal assim para saúde?

SucoverdeE amor (3)

Para responder esta questão separamos 9 trechos do livro  “Sugar Blues: O Gosto Amargo do Açúcar”. O livro é o resultado de anos de pesquisas do autor que evidenciaram notáveis vínculos entre o consumo de açúcar refinado e o desenvolvimento de doenças modernas como a depressão e o derrame cerebral.

1 – A história do açúcar envolve, desde o seu início, a experiência amarga de muitos em garantia da doce vida de poucos. Cultivado por mãos escravas, seu consumo limitou-se inicialmente às elites. O desenvolvimento da industrialização da cana, entretanto, prometia as perspectivas de um mercado altamente promissor: o uso do açúcar, a exemplo de outras drogas formadoras de hábito, garantia um número crescente de ansiosos consumidores.

2 – Uma noite li um livrinho que dizia: Se você está doente, é por sua própria culpa. A dor é o aviso final. Você sabe, melhor do que ninguém, como vem abusando de seu corpo; portanto, pare com isso. O açúcar é um veneno, dizia o livro, mais letal que o ópio e mais perigoso que a guerra atômica.

3 – A sabedoria natural do corpo nos diz que ele não é bom e, ainda assim, a gente o quer muitíssimo

4 – “Nenhum barril de açúcar chega à Europa sem que esteja banhado em sangue. Diante da miséria destes escravos qualquer pessoa de sentimento deveria renunciar a este artigo e recusar-se a um prazer que só se torna possível com as lágrimas e mortes de incontáveis criaturas infelizes.” Assim escreveu o filósofo francês Claude Adrien Helvetius, na metade do século dezoito, quando os franceses colocavam-se na dianteira do comércio açucareiro.

5 – Não é de se estranhar que médicos árabes e judeus usassem o açúcar refinado com extremo cuidado, em minúsculas quantidades, adicionado às suas prescrições. Ele era capaz de embaralhar todo o cérebro. Poderia fazer com que o corpo e o cérebro humano subissem, de um só pulo toda a escala musical, indo da alucinação à exaustão.

6 – O povo havia aprendido com a feiticeira, ou sabia por conta própria, que o açúcar era doce demais para não fazer mal. Mas, como Eva no Paraíso, eles foram tentados. Esperavam continuar com o açúcar impunemente. Alguns realmente pareciam capazes. Ou pensavam ser. Ou pensavam ser até que ― meses ou anos mais tarde ― descobriam que não. Especialmente os grandes e poderosos. Cedo ou tarde surgiriam os sinais. Ocorrências. Avisos. Seus corpos estavam dizendo alguma coisa.

7 – Um histórico da alimentação dos pacientes diagnosticados como esquizofrênicos revela que a dieta de sua preferência é rica em doces, bolos, balas, café, bebidas cafeinadas, comidas preparadas com açúcar. Estas comidas, que estimulam as glândulas adrenais, devem ser eliminadas ou severamente restritas. A vanguarda da medicina moderna está redescobrindo aquilo que a simples feiticeira aprendera em dolorosos estudos da natureza.

8 – Que faria você se o rei fosse seu paciente, assim como um grande número de nobres personagens que estavam se enchendo de dinheiro com o comércio do açúcar? Como não havia a intenção de ofender desnecessariamente a própria clientela ― ou correr o risco de perder seu negócio ou sua cabeça —, sugerindo que o uso do açúcar podia ser a causa de uma nova doença, você daria ao problema um nome grego. E, melhor ainda, punha a culpa nas abelhas. O mel existe desde o principio dos tempos e ninguém jamais tinha imaginado um modo de fazer fortuna com criação de abelhas. Culpe as abelhas e use herméticas palavras latinas para designar inflamação provocada pelo mel, e você melhora sua reputação médica, assim como assegura um lugar na história médica sem correr risco.

9 – Os médicos continuam a recomendar a insulina, condenando os diabéticos a carregar, pelo resto de suas vidas, uma muleta insulínica. Já no vigésimo quinto aniversário da descoberta da insulina, sua ineficiência na cura da diabetes era publicamente admitida. Enquanto isso, milhões de diabéticos pagavam milhões de dólares por esse remédio ineficaz, não apenas nos Estados Unidos, mas no resto do mundo. E o número de diabéticos aumenta a cada dia. Uma vez que começam a tomar insulina, eles podem ter certeza que irão encher os bolsos dos médicos e das corporações farmacêuticas, enquanto viverem.

Saiba mais, leia o livro na integra: http://minigifs.no.sapo.pt/Sugar_Blues.pdf

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